To play, press and hold the enter key. To stop, release the enter key.

press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom

quanto um chapéu de palha

A necessidade de comunicação e contestação diante ao descontentamento de como as coisas são, levam Alexandre Linhares a produzir um trabalho conceitual que critica a banalização do gosto pessoal pela imposição das mídias. Nesta esteira, o trabalho atual mantém o tom questionador dos 25 lotes anteriores. O tema que se tornou o mote desta coleção é o alimento transgênico e a falta de reflexão sobre o impacto deste na saúde, o descaso das autoridades sobre o assunto e a passividade da população no consumo. Tudo isso o mobilizou a produzir um trabalho de grande envergadura, dividido em quatro instâncias de apresentação, tendo datas e locais diferenciados de exposição - mas que fazem parte de um conjunto reflexivo único. A primeira “introdução – semeando” previu a apresentação deste processo que simulou o lançar sementes à terra.

A segunda exposição aqui apresentada, “quanto um chapéu de palha”, discute a vida bucólica, a agricultura familiar e a fusão entre vida e trabalho, signos tão presentes na vida “daqueles que plantam”. Vale pontuar que o trabalho de Alexandre Linhares, que responde também como Heroína, comporta várias linguagens no seu processo: fotografia, vídeo, texto, música e poesia, onde a peça em tecido é o resultado final de todo o processo, movido pela reflexão das demais manifestações que perpassam os tecidos “e que por acaso são passíveis de vestir”. O pano de uma peça da Heroína – Alexandre Linhares é uma tela que se libertou do chassi, tendo o corpo como seu novo suporte. Estão também presentes em seu trabalho assuntos marginalizados na sociedade atual - por isso da recorrência de signos sexuais - e ainda que suas temáticas tenham o tom da contestação, não explora nenhum tema explicitamente ou levianamente. A sensualidade, por exemplo, não está em decotes profundos e peças justas, mas sim em transparências soltas e silenciosas. As modelos são mulheres comuns, suportes genuínos das peças idealizadas. A propósito, Heroína - Alexandre Linhares tem como mote inspirador as mulheres que carregam em seus corpos bandeiras de guerra, como a prostituta ou a travesti e a dona de casa – guerreiras, a parideira, e para Alexandre a força de questionar, gritar e provocar, são forças emprestadas destas mulheres. Entre caminhos imbricados, os repertórios poéticos de Alexandre são colocados sobre o pano, primeiramente com algo que interpela o artista (seja experiência ou reflexão) que segue após a escolha temática, onde as construções das peças em tecido pertencem ao último estágio do processo criativo, que emerge de forma experimental e sem modelagem pronta, buscando por algo genuíno que se consolida em peças únicas, resultantes de um árduo processo físico e cognitivo que apresentam a dosagem incomum entre poiética e poética.

                                                                                                                                      Profª Drª Giovana T. Simão.

                                                                                                                                                                  13/Agosto/2013.

 

 

 

fotos: Cintya Hein

nota de atualização, em abril de 2020: Neste trabalho (bem como outros mais neste site) você verá o nome Heroína - Alexandre Linhares e a autoria atribuída apenas ao Alexandre. Isso acontece porque entre 2010 e 2016 a Thifany era sua assistente de criação e atuava como administradora na marca. Quando ela assina as criações, e os dois se associam como dupla, o trabalho passa a se chamar H-AL. Veja mais em sobre