{

011

 

à margem e à

sombra

 

press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom
press to zoom

 

Quando eu falo de sombras, não me refiro ao lado sem luz. Lá é breu e sombras estão intensamente ligadas à claridade. À sombra, florescem vidas delicadas e sem espinhos, frescas em composição - e orquídeas precisam de um ambiente assim.

Aos domingos de manhã, o casal da Heroína, buscando de bicicleta novos lugares para passear, encontra - à margem da linha do trem e à sombra de uma sociedade sedenta por consumo, um "vilarejo" de pessoas simples, felizes, completas, que vivem em harmonia e se respeitam - mas que precisam da sombra da sociedade, assim como as orquídeas precisam da sombra das samambaias no seu lugar ao sol, assim como a Heroína - Alexandre Linhares precisa da sombra da indústria esmagadora para continuar fazendo o seu trabalho autoral, assim como a cidade precisa da margem da linha do trem para nutrir a metrópole viva. Surge então mais um trabalho poético. Um outro detalhe de “à margem e à sombra” que merece destaque, são peças oxidadas, submetidas à ferrugem, colhida em tampos no chão, no centro da cidade.

 

 

"Na minha jornada incansável à procura do que me surpreenda e que possa cobrir lacunas ainda com frestas no meu interior, me deparei com uma miragem. À margem direita do trilho do trem, habitam pessoas inocentes em si e sombreadas por uma sociedade que a muito não vê além do quadro da alienação. Ilhadas nelas mesmas, estão expostas ao nada e corrompidas pela inocência de uma locomotiva ligeira e breve, que venta em meia dúzia de camisetas no varal. Eu cheguei até lá e são essas pessoas que me inspiram nessa coleção. “à margem e à sombra” tem foco nas mangas – deliciosa sombra da mangueira, manga doce; manga que escorre pelas mangas... “arregaça essa manga menino!.. não, não limpa o nariz na manga!”.

estrela: Livia Deschermeyer / beleza: Thifany F. / fotos: Gio Soifer / vídeo e textos: Alexandre Linhares / voz off: Livia Deschermeyer / música: César Munhoz